Looking for Joy

“These things have I spoken unto you, that my joy might remain in you, and that your joy might be full.” John, 15:11

Tenho esse encantamento pelas palavras, desde que aprendi a decifrá-las. O termo inglês “joy”, por exemplo, provoca em mim uma espécie de simpatia instantânea. Não sei qual seria sua melhor definição na língua portuguesa: alegria, felicidade, júbilo, regozijo, gozo? Joy é uma palavra curta, fácil de pronunciar, que traz uma carga de contentamento expansivo, contagiante e inspirador. No entanto, é mais simples achar fontes baratas de energia renovável do que encontrar “joy” nas vidas dos indivíduos de hoje.

A família, a escola, o mercado de trabalho e tudo o mais, exigem de nós autossuficiência, controle, autoconfiança, proatividade, ousadia… Valores como criatividade, gentileza, honestidade ou calma estão no final da lista (quando existem). Isso por conta da lógica(?) da máquina, que se desgasta cada vez mais rápido e precisa de peças ágeis, jovens e dispostas a tudo, em prol do funcionamento da engrenagem injusta e triste. Portanto, existem duas opções de vida, nesse mundo urbano globalizado: adequarmo-nos aos padrões, tornando-nos peças ideais do sistema e alimentando o vazio consumista OU negarmos tudo isso e transformamo-nos em párias, marginais, sujeitos a rejeição e grandes privações. Nenhuma dessas duas formas parece levar a uma fonte segura de “joy”.

Escrevo hoje porque é exatamente isso que me aflige. A perda de alegria, de sentido e motivação. Todos os dias luto contra essa realidade – e acredito que muitos de vocês, também. A sensação de que o mundo está absurdamente errado e que nenhuma ação ou herói é capaz de reverter a situação; a percepção de que as religiões estão perdidas, preocupando-se mais com o proselitismo, com a preservação de seus templos e patrimônios do que com a vontade sincera de aproximar as criaturas…

Mas, apesar de tudo, ainda não desisti da busca. E é por isso, também, que escrevo. Manter-me viva, pensante, questionadora e sensível talvez seja um passo importante para o encontro da alegria perdida. Quem tiver dicas, por favor compartilhe aqui. Estou certa de que podemos descobrir muita coisa juntos, dia após dia. Prontos para a jornada? Enjoy it.

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One Comment to “Looking for Joy”

  1. Olha, realmente encontrar essa joy no dia a dia… não é fácil.
    A minha alegria, quando não tenho, tiro da minha menina: é tão lindo ver uma criança sorrindo, contando causos, aqueles movimentos que a gente não percebe mas são tão lindos…
    Teve até um dia em que eu estava o total oposto de joy… aí vi em cima da minha mesa um trabalhinho q ela recortou do livro antigo da escola, dobrou e transformou numa tulipa. Colou dois copos de plástico com durex e a tulipa por cima, pra ficar em pé… na hora achei lindo, amei. Mas o real valor veio naquele momento de tristeza profunda, e te digo que se tivesse em um abismo, aquele trabalhinho singelo e feito com tanto carinho foi a corda que me fora lançada. Chorei horrores, diga-se de passagem.

    Então, pra mim, a dica é observar as crianças pequenas. Se não tiver uma em casa, observe na rua. Observe as flores e a sua perfeição… essas coisas sempre me trazem uma alegria imensa!

    Bjinhos!
    Mariana Mattos

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